Era uma vez, há muito tempo, uma jovem que morava no País de
Tsu. Essa jovem era requestada por dois pretendentes. Um deles que habitava no mesmo país chamava-se
Mubara; o outro, habitante do país de
Izumi, chamava-se
Tchinu. Os dois homens eram parecidos na idade, nas feições, no exterior e nas maneiras, Ela decidira aceitar aquele que mostrasse ter mais amor; mas mesmo o amor de ambos era equivalente.
Quando caía a noite, vinham ambos; quando lhe davam presentes, os presentes eram da mesma espécie. Não se poderia dizer que um deles superasse o outro. E a jovem tinha o coração numa grande atribulação.
Se o ardor dos dois jovens não fosse intenso, a moça não teria aceitado os protestos nem de um nem de outro; mas como, dia após dia, e mês após mês, um e outro vinham sempre ter diante de sua porta, e manifestar-lhe o seu amor, por todas as maneiras, não sabia o que decidir. Ainda que não desejasse aceitar-lhes os presentes, continuavam a trazer-lhos, sem cessar. Os pais dela diziam:
- É uma pena que os meses e anos se passem assim, sem fazer caso das queixas dos outros. Se você desposasse um deles, o amor do outro se extinguiria.
Mas a jovem replicava:
-
Também eu penso assim. Mas como o amor dos dois é igual, não sei que conselho seguir!Ora, havia naquele tempo plataformas avançadas sobre o Rio
Ikuta. Então os pais da jovem mandaram vir os dois pretendentes e lhes disseram:
-
Como o vosso amor por nossa filha é igual, ela se acha numa terrível confusão. Mas resolvemos decidir essa questão hoje, a qualquer preço. Um de vós vem de uma terra distante, o outro é morador daqui, mas deu provas de amor desmesurado. Vós ambos despertais em nós grande piedade.
Os dois se alegraram grandemente. Então os pais continuaram:
- Atirai vossas setas contra a ave aquática que espairece sobre as água do rio. Oferecemos nossa filha àquele que a atingir.
Os dois exclamaram:
- Excelente ideia!E dispararam suas flechas. Mas uma delas atravessou a cabeça da ave, a outra, sua cauda. De forma que não de pode saber qual o vitorioso. Então disse a jovem, desalentada:
-
Fatigada da vida,Vou lançar meu corpo!Do país de TsuO Rio IkutaÉ um nome apenas!*
E, com tais palavras, da plataforma que se
projetava sobre o rio, ela se precipitou,
chibum! dentro dele. Enquanto os pais da jovem, aterrorizados, soltavam gritos, os dois apaixonados mergulharam no mesmo lugar; um a agarrou pelo pé e o outro pela mão. E os dois morreram com ela.
Os pais se lamentaram ruidosamente. Recolheram o corpo da filha e o sepultaram com lágrimas. Os pais dos jovens vieram também. Mas quando quiseram-nos enterrar ao lado da sepultura da jovem, os pais do jovem do País de
Tsu disseram:
- É natural que um homem deste país seja aqui enterrado. Mas o filho de um país estrangeiro não deveria repousar nesta terra.
Então os pais do jovem do País de
Izumi trouxeram, num barco, terra de lá, e puderam, por fim, sepultar o corpo do filho. E assim é que existem ainda os túmulos desses dois jovens, à direita e à esquerda do túmulo da jovem.
(*)
Ikuta, em japonês, é nome composto de duas palavras, uma das quais conota a ideia de vida. De onde a referência: "É um nome apenas".
Krauser III..... Eu li esse conto em um livro chamado Maravilhas do conto japonês, eu achei muito interessante e resouvi postar ele aki ,pelo fato de q os dois rapazes fizeram de tudo para tentar conquistar a garota e diferente dos contos de outros países esse não teve um final feliz.Mostra bem como e a vida... A varias formas de interpretar esse conto.Eu vi o lado dele q trata do fato de que pessoas devem manter o controle sobre situações q não conseguimos achar solução e que se vc quer realmente algo vc deve fazer de tudo para conseguir, e uma historia que tem varias controversas. por q pelo fato dos dois jovem amarem a moça e tentarem salva-la ela morreu por q não souberam trabalhar em equipe q tbm causou a morte deles. Enfim e um conto q nos faz refletir quanto a nossas ações e ate onde devemos ir para conseguir algo